Por que continuo contra as políticas sociais focalizadas?

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Por que continuo contra as políticas sociais focalizadas?

POTYARA AMAZONEIDA PEREIRA-PEREIRA

POTYARA AMAZONEIDA PEREIRA-PEREIRA

Mais uma vez as Organizações Globo vieram a público, nos dias 15 e 16 de junho de 2012, para repisar um fato relacionado ao principal Programa de Transferência de Renda do Brasil – o Bolsa Família (PBF) - contra o qual sempre se posicionaram. Desta vez alardearam na imprensa falada e escrita, inclusive no horário nobre de televisão, que pressionaram o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para que este lhe fornecesse, com base na Lei de Acesso à Informação, o resultado de recente avaliação efetuada por este Ministério sobre os efeitos sociais do PBF.

Com essa informação tais Organizações deram a entender que o governo procurava esconder um efeito perverso do referido Programa que a perspicácia “da Globo” há muito já havia detectado: os beneficiários do PBF preferem se acomodar como clientes passivos do benefício em dinheiro recebido (que, diga-se de passagem, não chega a um salário mínimo) do que se inserirem no mercado de trabalho formal. Não é outra a inferência que se pode extrair do sábio conselho oferecido ao governo contido no final do editorial publicado, em 16/6, na seção Opinião, página 6, do Jornal “O Globo”, intitulado Efeitos colaterais do Bolsa Família: “o governo não deveria temer a divulgação de pesquisas de avaliação. É a partir delas que a própria administração pública pode melhorar”.

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